Apto. Dias de FAB, dias de glória – Parte 3

Muita coisa ia mudar, mal sabia eu. Continuava naquela, estudando, obra, clima tenso em casa… Nem tinha me tocado que o resultado da EPCAr ia sair, aliás, nem tava acompanhando nada. Tava ~le eu de boa no twitter quando começa uma onda de malucos citando o resultado da EPCAr.

Se você não está entendendo merda alguma veja a saga Epcariana desde o início clicando abaixo:

Parte 1
Parte 2

Nessa hora começou o Schincariol no twitter, naquele 13 de setembro “AAAAAH PASSEI PORRA” “SAAAAAAIU EPCAR” “UHUUUUUL” “CORRIDA MAIS FELIZ DO ANO”.

Quem é Gabriel Schincariol? WATCH OUT GUYS WE’RE DEALING WITH A BADASS OVER HERE. Devo acrescentar a vocês que o senhor em questão é muito gente fina (magrelo que só). Sério, esse é um cara que eu admiro e respeito demais. Porra, me ajudou pra caramba, se não fossem os bizus, as dicas e as informações eu seria um caipira na cidade grande com relação a EPCAr. Não sabia nem metade das coisas. O rapazinho sempre foi paciente, nas perguntas mais retardadas; e até a motivação e a torcida disfarçada de “não me importo com ninguém / você se fodeu :D /anão negro”. Menino simples da cidadezinha de Boituva que vai abater muitos aviõezinhos por aí. Camarada merece muito respeito. Ó ele aí:

Deixando o momento ~meu amiguinho~ de lado, lá estava eu no twitter, e resolvi ver o resultado né. Todo mundo muito feliz, comemorando… “Ihh, devo ter ficado em 600” “Não devo nem estar na lista”… Até que, fui abaixando a página, vendo as médias… Cada vez mais baixas:

366°. Pera aí; 366°. O LOCO, 366° PASSEI. PASSEI. PASSEI. PASSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!

E aí foi aquela euforia momentânea, que logo viria a se converter em preocupação. Primeiro que a inspeção de saúde seria no dia 3 de outubro. A médica já tinha me desacreditado; “Procure um louco pra te operar”. Além do mais, são 215 vagas na EPCAr, logo, eu ainda estava na reserva. Fui convocado pros exames, mas tinha o risco de não entrar no fim.

Foi então que eu liguei pro meu tio, o diálogo no início do primeiro post dessa série. Continuamos assim:

– Poooooooooorra Fiuk? Passou? Parabéns cara! E agora?
– Então po, liguei pra saber se compensa ir, tô em 366…
– Hm… Compensa sim, porra, Yuri passou e tava em 500 e pouco, você vai sim. Mas e a miopia?
– É, ferra também.
– Ó, um colega meu tem o filho na EPCAr também, operou em BH, doutor pica das galáxias lá…
– Não, eu vejo médico por aqui mesmo.
– Po, beleza. Liga qualquer coisa, parabéns de novo aí moleque.

Minha mãe foi a primeira a chegar em casa, parabenizou, expliquei a situação. Meu pai chegou mais tarde, normal. Não teve comemoração ainda. Era o só o começo. O começo da graaaaaaande jornada. Rumo aos dias de FAB.

Procurei um médico aqui. Tudo acertado, ele já tinha operando um rapazinho asiático chamado Léo Jokura (conheci pelo advento da aprovação no concurso, muito gente boa). Aí, a surpresa:

– O plano de saúde não cobre. Só cobre de 5 graus de miopia ou mais. A cirurgia é R$ 3.800,00.

Foi um baque. E agora? Desistir ué, paciência. Eu não ia deixar esse rombo no orçamento familiar. Melhor pôr os pés no chão. É, melhor mesmo.

E então, liguei pro meu tio. Em BH, a cirurgia tava R$ 2.300,00. Mais um problema: o tempo de recuperação é suficiente? Pouco mais de duas semanas…

Meu pai decidiu na mesma hora. Vamos operar em BH. Comprou passagem, tudo. Ali eu comecei a assustar. Era só o começo, e a grana sendo gasta… Muito dinheiro. Aqueles questionamentos… “Não é nem certeza de ser aprovado na inspeção; gastar tudo isso! Vale a pena?”

Operei. Voltamos pra casa. Dali a uma semana, ir pra São Paulo. Concentração Intermediária, Inspeção de Saúde, e Exame Psicológico. Matuto. Não fazia ideia, de como era a cidade… Desembarque. Loucura… Saímos na Barra Funda, depois, metrô, tudo novo! Ônibus. depois de duas horas, finalmente em Guarulhos. O hotel era um moquifo. Ruim mesmo, fedido, cama horrível. No dia seguinte, concentração. Seriam passadas as informações, os locais, horários… E assim foi. Uma bateria de exames gerais, ouvido, nariz, cérebro, coluna… Olho. Não consegui ler as letras. Falei que tinha operado há pouco tempo.

Exame psicológico, uma entrevista, uns testes… Só esperar resultado. Uma semana inteira em SP, hoteis, desconforto, fedor, barulho, trânsito maluco, perigo… Pra nunca mais.

E aí, os resultados. Apesar de tudo, nervosismo, apreensão….

Tinha “acabado”. Depois de tanto tempo, preocupação… Estava mais perto do fim. Falta muito, mas falta menos.

E agora eu consigo entender e dar risada dos medos que eu tinha, e compreender o que meu pai fez. Eu que achei que éramos uma família quebrada… Sempre preocupei com o dinheiro, e de repente, uma epifania do meu pai: “Não, vamos operar sim.” “Ué, você pelo menos já pesquisou hotel? Não se preocupa com dinheiro, preocupe-se com a logística da coisa.” Foi um apoio que eu não sabia que existia. Um suporte. E fez perceber também que perdendo ou ganhando, o importante é arriscar (felizmente deu certo). Se a história acabasse naquele momento do “Não, a cirurgia é muito cara.” Eu estaria me remoendo até hoje. Seria muito pior, crescer frustrado sem nem mesmo ter tentado. Mas graças a Deus eu tenho esse suporte FODA que é minha família.

Conto os dias pra adaptação agora pra continuar essa historinha.

Portões Abertos, dia seguinte à prova da EPCAr

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2 Responses to “Apto. Dias de FAB, dias de glória – Parte 3”


  1. 1 Sergio setembro 15, 2014 às 11:14 pm

    Vc hoje está na epcar ?

  2. 2 simmac (@CammilaAzevedo) dezembro 31, 2011 às 5:34 am

    Então foi aprovado???????? Foi mesmo???
    :( blé, minha praga não deu certo!


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